Entenda, querida.
A gente não vive no tempo dos outros. O que está sendo bom pra alguém agora, poderia ser péssimo para você. E tudo chegará no tempo certo. Não sei quem me garantiu isso, mas confie. Se agora faz frio e não há ninguém por perto pra te aquecer, não se sinta triste. O edredon está na segunda porta do armário e tem um pouco de chocolate quente no fogão. No outro dia fará sol, afinal, e você poderá sim andar na rua, pulando as poças d'água que se formaram. Se disse coisas das quais se arrependeu, esqueça. Mais tarde todos terão esquecido também, e o que importa mesmo é que não teve de responder a nenhum processo, até então. Se caiu de cara no chão, não deixe que ela fique lá por muito tempo. Você, sabe-se deus como chegou a maior idade. Nem um sopro cardíaco aos 4 anos conseguiu te derrubar. Seu coração ainda será partido várias vezes de uma forma não-cirúrgica e sem anestesia. E em cada uma delas você morrerá um pouquinho. Mas só um pouquinho, muito pouco mesmo. Porque seus amigos de verdade sempre vão está por perto pra te reavivar. Um ou dois, de verdade. Ah, vai, ninguém precisa mesmo de muitos. Não dê ouvidos pra conselhos de gente com menos da metade do seu conhecimento. Aliás, não ligue pra nenhum. Exceto para aquele que diz pra você guentar firme, deitar e dormir. E, se agora parece que ninguém mais no mundo se importa com você, dane-se. Talvez a maioria nunca tenha estado mesmo pouco se fudendo pra você ou seus sentimentos. Mas, sem dúvida, alguns morrem pelo seu sorriso. Veja a chuva cair, repare o barulho que ela faz no telhado e deixe que essa angústia se vá junto com ela. Se cubra com as mantas da rede, escutando aquela canção e não se importe com mais nada.
Você tem a faca, o queijo, e um futuro inteiro nas mãos. Segure bem.
Aaah, coração.
Abraça forte aqui e espera que essa noite já vai passar.
Luana.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Enquanto aqui dentro cai a chuva...
- Então... não vai almoçar?
- Tô sem fome.
- Não quer nem batatinha?
- Pode comer.
- Tem guaraná na geladeira.
- Tá, deixa lá.
- Quero ver meu orkut, nem chegue perto do computador.
- Tá desligado.
- Por que não sai uma música animada nessa bosta?
- Porque não.
- A mamãe disse pra tu ligar pra ela.
- Depois.
- O que tu acha da gente fazer brigadeiro?
- Péssimo.
- Pois toca algo no violão aí, vai, quero ouvir.
- Tô sem saco.
- Eu vô daqui a pouco na casa da vó, não quer ir?
- Não.
- Vamos, Luana. Não quero ir só.
- Já disse que não.
- Porra, o que diabos tu quer fazer, então?
- Ficar bem aqui, exatamente onde estou, olhando a chuva cair...
- Tô sem fome.
- Não quer nem batatinha?
- Pode comer.
- Tem guaraná na geladeira.
- Tá, deixa lá.
- Quero ver meu orkut, nem chegue perto do computador.
- Tá desligado.
- Por que não sai uma música animada nessa bosta?
- Porque não.
- A mamãe disse pra tu ligar pra ela.
- Depois.
- O que tu acha da gente fazer brigadeiro?
- Péssimo.
- Pois toca algo no violão aí, vai, quero ouvir.
- Tô sem saco.
- Eu vô daqui a pouco na casa da vó, não quer ir?
- Não.
- Vamos, Luana. Não quero ir só.
- Já disse que não.
- Porra, o que diabos tu quer fazer, então?
- Ficar bem aqui, exatamente onde estou, olhando a chuva cair...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Insensatez
A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado
Era a música preferida da Nara Leão, dizem.
E tem sido a minha também, esses últimos tempos.
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não
Pede perdão
Não é nunca perdoado
Era a música preferida da Nara Leão, dizem.
E tem sido a minha também, esses últimos tempos.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
E todo momento é uma maravilha

Show da Validuaté no teatro? Fui, fui sim.
E essa frase aí do título descreve bem o que foi aquela apresentação.
Me arrepiei nas músicas que eram pra se arrepiar, dancei nas que eram pra dançar, cantei nas que eram pra cantar, me emocionei nas que eram pra se emocionar, e desejei que ele morresse nas que eram pra, enfim. Festa pura. Puro pário partido em festa. Festa linda, Fãs, fãs e mais fãs. Casa lotada, uhul. São os caras, tão se achando as estrelas já, oh só. O que posso dizer é que é show completo, desses pra não deixar a desejar. E que tem surpresas também, novidades. E eles [os meninos da banda] estavam tão felizes que a energia contagiou, de forma completamente encantadora. Quem não gostava passou a curtir e quem curtia passou a amar. Porque o amor... ah, o amor é feito de relâmpagos!
E se não gostar... toma aqui teu vale pra Timon, vai.
[HAHAHA, totalmente interna, foi mal ae quem não viu o show ainda, haha.]
Eu nunca empinei uma pipa, oh

É, eu fui ver sim a história de Hassan e Amir na telona, tá legal?
Quando eu tava lendo o livro ficava vendo o trailer no youtube, babando, achando o máximo, esperando aflita o dia da estreia nacional e regional que é sempre atrasada.
Enfim, na prática a coisa foi diferente. A bem da verdade, adaptações de livros pro cinema sempre me frustram, mas ainda assim eu insisto em ver. Não, eu não gosto de Harry Potter e nunca li Senhor dos Anéis e nem adianta fazer essa cara. O lance com o Caçador de Pipas foi modismo mesmo, contudo, não devo negar que a história no livro [emprestado] me encantou. Já nas telonas o efeito foi contrário. Não achei lá tão tocante assim e ainda me senti babaca nas partes heróicas. Os diálogos são fiéis, os cenários são ricos em detalhes, a história segue as tradições dos lugares, mas, pelo menos um capítulo inteiro foi cortado. Acreditem, ainda conseguia ser um pouco mais dramático.
E no cinema congelante, eu me pego pensando, porra, eu nunca empinei uma pipa na minha vida. Não tive infância, buá. Acho que é compreensível. Na minha cidade só tem vento de parada de ônibus, realiza.
E depois de anos roubando o saleiro da fila da pipoca, eu descobri um jeito super prático de levar o sal sem ter que recorrer a esse método. Mas eu continuo tão tentada a roubar.
Nas férias, tá valendo tudo, né. Mas eu não sei se assitiria esse mil vezes.
[Tá, essa foi paia.]
Botando ordem na casa
Ok. Eu tinha muita coisa pra escrever aqui, mas vamos por ordem, né?
São só 4 horas da madrugada, e eu ainda não tô com sono, então, mãos a obra!
São só 4 horas da madrugada, e eu ainda não tô com sono, então, mãos a obra!
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