Alguns me chamarão de idiota, egoísta, limitada, possessiva, ciumenta, nervosinha, centralista, ou qualquer coisa do tipo. Podem mandar vê, não me importo. O que não posso é negar que algo me incomoda, quando na realidade me encontro a ponto de puxar os cabelos e arrancá-los cabeça a fora de tanta raiva que dá quando vejo alguém tomando algo que tenho como MEU. Pros apressadinhos, aviso logo: não estou falando de homem, nem tampouco namorado. Refiro-me aos MEUS amigos. E quando eu digo MEUS, é com toda propriedade sim. Com todo direito que me cabe de dizer que fulano ou cicrano é MEU amigo porque assim escolhi que fosse. Porque algumas características, referenciais ou demonstrações de caráter, afeto e carinho me atrairam e me levaram a trilhar um caminho no qual EU, eu mesmo, sozinha, tropecei, cai, levantei, mas concluí com sucesso a conquista de mais uma história de amor, amizade e respeito pelo próximo, seja ele bem próximo ou até mesmo distante. Então, me sinto no direito de bravejar MESMO, quando algum engraçadinho tenta, descaradamente roubar um espaço que EU conquistei a duras penas, muitas vezes, ou não. Que seja. O que importa é que é MEU. MEU amigo, MINHA amiga. No máximo divido ou empresto, mas deixar levar pra casa, de jeito nenhum. Me sinto realmente lesada quando tentam tirar de mim as únicas coisas que tenho de fato certeza de serem minhas: as amizades. Ou, ainda mais grave: tentam me substituir nos meus grupos de amigos, ora veja só. E, o que é ainda pior nisso tudo: não há nenhum 0800 para o qual ligar me queixando...
Por isso me valho desse humilde blog pra deixar minha singela súplica em simples e claras frases: Roubem-me liguinhas, clipes, chaveiros, canetas, pulseiras, até roupas, estilo, frases feitas, gírias, chicletes, batatinhas. Roubem-me beijos, chinelos, blusas, livros, cds, revistas, óculos, violão. Levem-me todo e qualquer bem material possível de carregar. Celular, mp3, 4, 5, mil. Suporto até as músicas! Levem, façam de minhas a trilha sonora de suas vidas, aprendam a tocar, digam que conheceram muito antes deu nascer até, dane-se. Mas os MEUS AMIGOS... ah não... passa fora, vai.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
E então...
Quando você consegue passar um dia inteiro na cama sem que ninguém dê pela sua falta, é que percebe claramente que o mundo não gira em torno de você.
23:23.
Ops, mamãe, é claro.
23:23.
Ops, mamãe, é claro.
Pra te botar de pé
Benegripe, Resprin, Benalet, Apracur, Melhoral, Redoxon, Ceuin, Tagifor C, Notuss...
Não adianta.
Me dêem um caldinho, um lençol quente e uma senama, nada mais.
Não adianta.
Me dêem um caldinho, um lençol quente e uma senama, nada mais.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Domingo
Sábado
Assistindo ao milionésimo show da Validuaté, resolvi fazer a tal brincadeirinha do cigarro.
Pensa em alguém. Traga, e antes de soltar a fumaça saia dando pontadas com o cigarro no ar.
Formou o círculo.
Ele também estava pensando.
...
E a madrugada comentando 'histórias de uma infância feliz em 80/90 na rua olavo bilac' com os primos, não poderia ter sido mais perfeita.
Carrinhos, bombons, furtos na delicatesse, cigarro de galho de árvore, caminhõesinhos cheio de areia e pedras, Vectra, o carro sensação do momento que todo mundo queria ter, o homem da pinta de plástico, a quitanda do titio que fazia careta pra gente, o terreno abandonado que tinha um casarão com balanço ao fundo, os banhos da vovó, a barata que subia pela perna do menino que dormia com o pé preto, os dentes arrancados, as quedas, travessuras, e tudo mais que fazíamos de dengo pra ganhar uma atenção.
E até o frio, de repente, virou uam delicada forma de calor ;)
Pensa em alguém. Traga, e antes de soltar a fumaça saia dando pontadas com o cigarro no ar.
Formou o círculo.
Ele também estava pensando.
...
E a madrugada comentando 'histórias de uma infância feliz em 80/90 na rua olavo bilac' com os primos, não poderia ter sido mais perfeita.
Carrinhos, bombons, furtos na delicatesse, cigarro de galho de árvore, caminhõesinhos cheio de areia e pedras, Vectra, o carro sensação do momento que todo mundo queria ter, o homem da pinta de plástico, a quitanda do titio que fazia careta pra gente, o terreno abandonado que tinha um casarão com balanço ao fundo, os banhos da vovó, a barata que subia pela perna do menino que dormia com o pé preto, os dentes arrancados, as quedas, travessuras, e tudo mais que fazíamos de dengo pra ganhar uma atenção.
E até o frio, de repente, virou uam delicada forma de calor ;)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
e.e. cummings
Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Ha, vai
Imagina:
Uma moto vermelha, daquelas fodásticas mesmo. Um capacete tipo coquinho. Uma jaqueta de couro, com uma camiseta legal por dentro. Um jeans bem justo. Uma mochila bem descolada. Um all star todo preto. Um batom cor de melancia. Óculos ryban, espelhado. Cabelos cacheados e ruivos ao vento.
Imaginou?
Tem ou não tem um que de atraente nisso? Hein, hein, hein?
Aí vem um caminhão, bate na moto e zaaz, hahep0@#4AJHEUIEM%¨&*(^949402sjsjei, puf, caquinho de ruiva pra todo lado.
Fim de sonho. E de papo. E de besteira também, tá, prometo.
Uma moto vermelha, daquelas fodásticas mesmo. Um capacete tipo coquinho. Uma jaqueta de couro, com uma camiseta legal por dentro. Um jeans bem justo. Uma mochila bem descolada. Um all star todo preto. Um batom cor de melancia. Óculos ryban, espelhado. Cabelos cacheados e ruivos ao vento.
Imaginou?
Tem ou não tem um que de atraente nisso? Hein, hein, hein?
Aí vem um caminhão, bate na moto e zaaz, hahep0@#4AJHEUIEM%¨&*(^949402sjsjei, puf, caquinho de ruiva pra todo lado.
Fim de sonho. E de papo. E de besteira também, tá, prometo.
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