Benegripe, Resprin, Benalet, Apracur, Melhoral, Redoxon, Ceuin, Tagifor C, Notuss...
Não adianta.
Me dêem um caldinho, um lençol quente e uma senama, nada mais.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Domingo
Sábado
Assistindo ao milionésimo show da Validuaté, resolvi fazer a tal brincadeirinha do cigarro.
Pensa em alguém. Traga, e antes de soltar a fumaça saia dando pontadas com o cigarro no ar.
Formou o círculo.
Ele também estava pensando.
...
E a madrugada comentando 'histórias de uma infância feliz em 80/90 na rua olavo bilac' com os primos, não poderia ter sido mais perfeita.
Carrinhos, bombons, furtos na delicatesse, cigarro de galho de árvore, caminhõesinhos cheio de areia e pedras, Vectra, o carro sensação do momento que todo mundo queria ter, o homem da pinta de plástico, a quitanda do titio que fazia careta pra gente, o terreno abandonado que tinha um casarão com balanço ao fundo, os banhos da vovó, a barata que subia pela perna do menino que dormia com o pé preto, os dentes arrancados, as quedas, travessuras, e tudo mais que fazíamos de dengo pra ganhar uma atenção.
E até o frio, de repente, virou uam delicada forma de calor ;)
Pensa em alguém. Traga, e antes de soltar a fumaça saia dando pontadas com o cigarro no ar.
Formou o círculo.
Ele também estava pensando.
...
E a madrugada comentando 'histórias de uma infância feliz em 80/90 na rua olavo bilac' com os primos, não poderia ter sido mais perfeita.
Carrinhos, bombons, furtos na delicatesse, cigarro de galho de árvore, caminhõesinhos cheio de areia e pedras, Vectra, o carro sensação do momento que todo mundo queria ter, o homem da pinta de plástico, a quitanda do titio que fazia careta pra gente, o terreno abandonado que tinha um casarão com balanço ao fundo, os banhos da vovó, a barata que subia pela perna do menino que dormia com o pé preto, os dentes arrancados, as quedas, travessuras, e tudo mais que fazíamos de dengo pra ganhar uma atenção.
E até o frio, de repente, virou uam delicada forma de calor ;)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
e.e. cummings
Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Ha, vai
Imagina:
Uma moto vermelha, daquelas fodásticas mesmo. Um capacete tipo coquinho. Uma jaqueta de couro, com uma camiseta legal por dentro. Um jeans bem justo. Uma mochila bem descolada. Um all star todo preto. Um batom cor de melancia. Óculos ryban, espelhado. Cabelos cacheados e ruivos ao vento.
Imaginou?
Tem ou não tem um que de atraente nisso? Hein, hein, hein?
Aí vem um caminhão, bate na moto e zaaz, hahep0@#4AJHEUIEM%¨&*(^949402sjsjei, puf, caquinho de ruiva pra todo lado.
Fim de sonho. E de papo. E de besteira também, tá, prometo.
Uma moto vermelha, daquelas fodásticas mesmo. Um capacete tipo coquinho. Uma jaqueta de couro, com uma camiseta legal por dentro. Um jeans bem justo. Uma mochila bem descolada. Um all star todo preto. Um batom cor de melancia. Óculos ryban, espelhado. Cabelos cacheados e ruivos ao vento.
Imaginou?
Tem ou não tem um que de atraente nisso? Hein, hein, hein?
Aí vem um caminhão, bate na moto e zaaz, hahep0@#4AJHEUIEM%¨&*(^949402sjsjei, puf, caquinho de ruiva pra todo lado.
Fim de sonho. E de papo. E de besteira também, tá, prometo.
Historinha
Em uma madrugada qualquer, enquanto ela se encontrava em sono profundo, o Tico e o Teco batiam um papo lá dentro:
- E aí, Teco... rola um sonho?
- Não sei, cara. Pode ser. Que que tu manda?
- Sei lá, joga um arquivo qualquer aí. Precisa procurar muito não. O mestre não vai nem reparar.
- Hm, deixa eu vê o que temos pra hoje... algumas impressões profundas e secretas? Insegurança? Ansiedade? Desejos? Vontades? Medo? Flashes sem sentido algum? Ahh não, já sei! Pânico! Vamo meter um pesadelo aí, que não vai ter pra ninguém, cara!
- Não, pô! Eu tava pensando aqui em sacanear ainda mais. Procurar lá no fundão aqueles arquivos de lembranças... recordações, talvez... algumas paixões vividas, não correspondidas, mal acabadas, secretas ou sei lá. Alguma mágoa. Alguma lembrança triste, arrependida. Alguma ferida ainda aberta, porém totalmente esquecida. O que acha? Procura lá que em algum canto, cheio de poeira e escondidinho, tu vai achar.
- Porra, meo. Ela já tá toda atribulada com tarefas, coisas pra resolver, organizar, assuntos pra tratar, amigos pra rever, e coisa e tal e tu ainda quer curtir?
- E por que não? Hahaha, tô afim de ver o circo pegar fogo e o palhaço morrer queimado, sacoé?
- Porra, Teco, tu é foda. Hauhuehauiheua.
- Qualé, Tico! Senta aí, traz a pipoca e relaxa. Vamo assistir essa bagaça de camarote! Ua ha ha ha ha [risada diabólica]
[Alguns instantes depois]
- Porra, Tico! Lá vem a merda da Dona bexiga fuder tudo...
- Caralho, na melhor parte da sessão, meo! Que merda, doido!
Dona bexiga: - Me desculpem, garotos... mas tô no meu limite mesmo. Preciso esvaziar agora.
- Inferno.
- Bostona.
[Acendem-se as luzes]
FIM :D
- E aí, Teco... rola um sonho?
- Não sei, cara. Pode ser. Que que tu manda?
- Sei lá, joga um arquivo qualquer aí. Precisa procurar muito não. O mestre não vai nem reparar.
- Hm, deixa eu vê o que temos pra hoje... algumas impressões profundas e secretas? Insegurança? Ansiedade? Desejos? Vontades? Medo? Flashes sem sentido algum? Ahh não, já sei! Pânico! Vamo meter um pesadelo aí, que não vai ter pra ninguém, cara!
- Não, pô! Eu tava pensando aqui em sacanear ainda mais. Procurar lá no fundão aqueles arquivos de lembranças... recordações, talvez... algumas paixões vividas, não correspondidas, mal acabadas, secretas ou sei lá. Alguma mágoa. Alguma lembrança triste, arrependida. Alguma ferida ainda aberta, porém totalmente esquecida. O que acha? Procura lá que em algum canto, cheio de poeira e escondidinho, tu vai achar.
- Porra, meo. Ela já tá toda atribulada com tarefas, coisas pra resolver, organizar, assuntos pra tratar, amigos pra rever, e coisa e tal e tu ainda quer curtir?
- E por que não? Hahaha, tô afim de ver o circo pegar fogo e o palhaço morrer queimado, sacoé?
- Porra, Teco, tu é foda. Hauhuehauiheua.
- Qualé, Tico! Senta aí, traz a pipoca e relaxa. Vamo assistir essa bagaça de camarote! Ua ha ha ha ha [risada diabólica]
[Alguns instantes depois]
- Porra, Tico! Lá vem a merda da Dona bexiga fuder tudo...
- Caralho, na melhor parte da sessão, meo! Que merda, doido!
Dona bexiga: - Me desculpem, garotos... mas tô no meu limite mesmo. Preciso esvaziar agora.
- Inferno.
- Bostona.
[Acendem-se as luzes]
FIM :D
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Ah, la nouveauté!
Que c'est vieille la nouveauté...
A frase é de Jacques Prevért
Num filme de Macel Carné
;)
A frase é de Jacques Prevért
Num filme de Macel Carné
;)
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